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Pai e filho procurados pela Justiça por morte em tiroteio no TO pedem para participar de interrogatório virtual

Polícia Civil divulga cartazes de procurados pelo homicídio de Henrique Cardoso de Sousa Divulgação/PCTO Foragidos há um ano, Valdimar Carvalho dos Santos ...

Pai e filho procurados pela Justiça por morte em tiroteio no TO pedem para participar de interrogatório virtual
Pai e filho procurados pela Justiça por morte em tiroteio no TO pedem para participar de interrogatório virtual (Foto: Reprodução)

Polícia Civil divulga cartazes de procurados pelo homicídio de Henrique Cardoso de Sousa Divulgação/PCTO Foragidos há um ano, Valdimar Carvalho dos Santos e Tiago Pereira dos Santos, acusados de homicídio, pediram à Justiça para fazer um interrogatório por videoconferência. Inicialmente, a solicitação foi aceita, mas, após recurso do Ministério Público, o juiz revisou a decisão e negou que eles fossem ouvidos em formato virtual. Valdimar Carvalho e Tiago Pereira são pai e filho. Os dois são acusados pela morte de Henrique Cardoso de Sousa, de 22 anos. O caso foi registrado em abril de 2025, quando a vítima entrou em um bar na zona rural de Tocantínia, enquanto acontecia uma confusão e tiroteio. O jovem foi atingido na cabeça e morreu dias depois no Hospital Geral de Palmas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Em agosto de 2025, a Polícia Civil divulgou cartazes de procurados do pai e filho. Na época, eles moravam na zona rural do município de Dois Irmãos e fugiram após as ordens de prisão expedidas pelo Poder Judiciário. A defesa informou, que respeita a decisão judicial, embora discorde da reconsideração “posterior sobre a participação dos acusados por videoconferência na audiência. E que os réus são pessoas primárias, trabalhadoras, com histórico de vida ligado ao trabalho e sem trajetória de envolvimento reiterado com violência” (leia íntegra abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM Família pede Justiça após jovem ser atingido na cabeça durante tiroteio em bar e morrer: 'Disparos para todo lado', diz irmã Pai e filho suspeitos de assassinato em Tocantínia estão foragidos e têm fotos divulgadas pela polícia Interrogatório virtual A Justiça aceitou que Valdimar e Tiago fossem interrogados por videoconferência no dia 6 de abril de 2026. A decisão foi assinada pelo juiz Marcello Rodrigues de Ataídes, da 1ª Vara Criminal de Miracema do Tocantins. Logo depois, o promotor de Justiça Rodrigo de Souza, da 1ª Promotoria de Justiça de Miracema do Tocantins, pediu para que o juiz reavaliasse a liberação do formato virtual. "[...] imperativo destacar que os réus encontram-se foragidos, com mandados de prisão em aberto. A concessão do direito de participar da audiência via videoconferência, nesta condição, revela-se incompatível com o ordenamento jurídico e com os precedentes do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF)", afirmou o promotor. Homicídio em bar Henrique Cardoso de Sousa, de 22 anos Reprodução/TV Anhanguera O crime aconteceu no dia 12 de abril, por volta das 21h, no Assentamento Água Fria II. Na época, a família de Henrique Cardoso informou que a suspeita é de que ele havia sido atingido por engano durante o tiroteio que acontecia no bar. "A discussão não tinha nada a ver com ele [Henrique], estava acabando de chegar neste bar e já estava a confusão, e desta confusão os rapazes [suspeitos] estavam armados e começaram a fazer vários disparos para todo lado", disse a irmã Esmeralda Farias. Segundo a irmã da vítima, Henrique teria ido ao bar acompanhado de um amigo. Em 2025, ela cedeu uma entrevista à TV Anhanguera e contou que chegou a ouvir barulhos de tiros, mas não pensava que o irmão teria se ferido. "Ficamos muito assustados, mas nunca imaginamos que fosse com ele, porque ele havia saído para outro lugar. Mas um rapaz chegou aqui [casa] e avisou que Henrique tinha sido atingido na cabeça". De acordo com a família, Henrique Cardoso era jogador amador de futebol, muito carinhoso, e não tinha brigas com outras pessoas. Íntegra da defesa A defesa respeita a decisão judicial, embora discorde da reconsideração posterior sobre a participação dos acusados por videoconferência na audiência. Essa matéria será discutida pelos meios processuais adequados, dentro dos autos e com absoluto respeito às instituições. O ponto mais importante, porém, é outro: a audiência de instrução revelou contradições relevantes entre vítimas e testemunhas, fragilizando aspectos importantes da acusação. Muitos fatos narrados de forma linear na fase de investigação não se sustentaram da mesma maneira quando submetidos ao contraditório judicial. A defesa entende que há um claro excesso na forma como os fatos foram inicialmente apresentados, inclusive quanto à dinâmica do ocorrido, ao número de vítimas apontadas e a determinadas imputações que, em juízo, passaram a exigir uma análise muito mais cautelosa e técnica. Os réus são pessoas primárias, trabalhadoras, com histórico de vida ligado ao trabalho e sem trajetória de envolvimento reiterado com violência. Por isso, a defesa considera essencial que eles sejam julgados pela prova produzida em juízo, e não por versões iniciais que agora se mostram cheias de inconsistências. O processo ainda está em curso, e exatamente por isso é preciso responsabilidade. A defesa seguirá demonstrando, com serenidade e firmeza, que não se pode destruir a imagem de duas pessoas antes da análise completa, técnica e imparcial de tudo o que efetivamente foi provado em audiência. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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