Quem era o filho de vereador morto a tiros por policial civil de folga em praia no TO
Filho de vereador de Couto Magalhães é assassinado Luciano Ferreira da Silva, de 28 anos, trabalhava como garçom na praia de Porto Franco quando foi atingido...
Filho de vereador de Couto Magalhães é assassinado Luciano Ferreira da Silva, de 28 anos, trabalhava como garçom na praia de Porto Franco quando foi atingido por um tiro durante uma discussão. O jovem era filho do vereador de Couto Magalhães, Lindomar Gomes da Silva (PT). O suspeito é um policial civil que estava de folga no local. Segundo o prefeito da cidade, Júlio Cesar (Republicanos), o caso gerou comoção na cidade. "Luciano foi um jovem amigo, companheiro e admirado por todos pela sua postura e tratamento carinhoso e respeitoso com os outros. Que os amigos enlutados encontrem consolo", disse o prefeito em nota de pesar. O crime aconteceu no domingo (19). Segundo a Polícia Militar, houve um desentendimento entre clientes de um estabelecimento que fica na praia. Após a discussão, os envolvidos entraram em uma luta corporal e o suspeito efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu Luciano. Ele foi socorrido e levado para a unidade de saúde do município, mas não resistiu aos ferimentos. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Luciano Ferreira da Silva foi baleado enquanto estava na praia, em Couto Magalhães (TO) Reprodução/Instagram de Luciano Ferreira LEIA TAMBÉM Tiro que matou filho de vereador em praia foi disparado por policial civil de folga, diz SSP Filho de vereador morre após ser baleado durante discussão em praia no TO Depois dos disparos, o suspeito, que é policial civil, deixou o estabelecimento em um carro. Posteriormente, ele se apresentou na delegacia e foi ouvido. O nome do policial não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa dele. Em nota, o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO) afirmou que o policial agiu em legítima defesa após ser agredido e disse que essa versão será comprovada durante a investigação (leia íntegra abaixo). Agora, o prefeito Couto Magalhães cobra justiça sobre o caso. "O assassinato de Luciano gerou comoção na cidade por ser um jovem tranquilo e querido por todos. Moradores de Couto, familiares e amigos aguardam que a justiça seja feita". A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o crime e a Corregedoria-Geral foi comunicada sobre o caso. Íntegra da nota do Sinpol-TO O SINPOL através de sua assessoria jurídica vem a público esclarecer aos fatos ocorridos na data de 19 de julho de 2026 envolvendo o Policial Civil Ronaldo Pereira da Rocha: A todos é garantido o Direito Constitucional a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência como premissas basilares do Estado Democrático de Direito. A apuração do processo irá demonstrar, que a situação se configura em clara ação de legitima defesa tendo em vista que o Policial Civil Ronaldo Pereira da Rocha foi agredido por várias pessoas no local e efetuou um disparo, buscando preservar sua vida e sua integridade física diante das agressões covardes que sofria por mais de um agressor e ao longo do processo essa situação restará indubitavelmente provada. Ademais o Policial Civil Ronaldo Pereira da Rocha trata-se de policial com amplo serviço prestado ao Estado do Tocantins e sem nenhuma mácula em sua ficha funcional. Por fim ressalte-se que o policial civil se apresentou espontaneamente perante a autoridade policial logo após os fatos, entregou a arma e está a inteira disposição dos órgãos competentes para esclarecer os fatos e provar sua inocência. A verdade dos fatos deve e será discutida no devido processo legal e não por meio de repercussão e exposição midiática do fato. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.